No exercício das nossas funções como vereadores na Câmara Municipal de Braga, eleitos pelo movimento independente Amar e Servir Braga, temos procurado afirmar uma forma de fazer política assente na proximidade, na escuta ativa e na construção de soluções que sirvam verdadeiramente todas as freguesias do nosso concelho.
Foi com esse espírito que lançámos a iniciativa “Volta a Braga”, um ciclo de visitas às juntas de freguesia que nos tem permitido conhecer, no terreno, as realidades locais, ouvir autarcas, associações e cidadãos, e compreender melhor os desafios específicos de cada comunidade. Esta iniciativa não é apenas um gesto simbólico — é uma ferramenta essencial para uma governação mais informada, mais justa e mais equilibrada.
Ao percorrermos o território, percebemos que Braga é um concelho diverso, dinâmico e com um enorme potencial para proporcionar qualidade de vida. No entanto, também identificamos assimetrias que importa corrigir. Há freguesias com forte pressão urbanística e outras onde a necessidade de investimento em infraestruturas básicas ainda é evidente. É, precisamente, neste contexto que defendemos um modelo de desenvolvimento harmonioso, onde o progresso não se faz à custa da qualidade de vida nem da coesão territorial.
É, também, à luz dessa visão que temos assumido, em reunião de Câmara, uma posição firme relativamente a processos de obra que não salvaguardam o interesse público. Temos votado contra projetos que não preveem a cedência de áreas ao domínio público para a construção de passeios pedonais e lugares de estacionamento (ou acesso aos mesmos). Não se trata de uma posição contra o investimento ou o crescimento, nem contra a iniciativa privada. Trata-se de garantir que esse crescimento é ordenado, inclusivo e pensado para as pessoas que circulam nessas artérias.
A ausência de passeios, por exemplo, limita a mobilidade pedonal, afeta a segurança dos cidadãos, em particular das crianças, dos idosos, das pessoas em cadeiras de rodas ou com cadeiras de bebé e contribui para uma ocupação desorganizada do espaço público. Do mesmo modo, a falta de estacionamento adequado gera conflitos e desordem na via pública e degrada a vivência urbana. Quando estes elementos não são acautelados desde o início, estamos, na prática, a criar desigualdades entre territórios e a comprometer a qualidade de vida futura. Continua-se a aprovar obras de licenciamento como há mais de 30 anos, sem se perceber que a dinâmica do concelho mudou e a pressão populacional e as políticas progressistas impelem uma nova forma de olhar para o território. Braga não é só centro (e mesmo aí, há que tapar buracos e concertar os pavimentos partidos e/ou desencontrados nos passeios).
Acreditamos que Braga deve projetar uma imagem de desenvolvimento equilibrado, onde todas as freguesias contam e onde o planeamento urbano é feito com responsabilidade e visão de longo prazo. Não podemos aceitar um concelho a várias velocidades, onde alguns territórios beneficiam de melhores condições enquanto outros ficam para trás. Isso seria, de facto, criar uma realidade divisionária e discriminatória que não se coaduna com os valores que defendemos.
A “Volta a Braga” tem sido, por isso, uma oportunidade de reforçar o compromisso com um concelho mais coeso, mais justo e mais preparado para o futuro. Ao dar voz às freguesias, estamos também a construir uma base sólida para decisões mais acertadas e políticas públicas mais eficazes.
Continuaremos este caminho com determinação, certos de que só com proximidade, exigência e sentido de responsabilidade conseguiremos afirmar Braga como um território de harmonia, onde o desenvolvimento anda de mãos dadas com a qualidade de vida e com o respeito por todos os cidadãos.
Estranha-se, portanto, as falsas notícias e os embustes que elementos afetos ao partido que governa a Câmara tentam espalhar de que os vereadores Amar e Servir Braga chumbaram processos e são contra a construção de habitação. Nós somos é contra uma visão pequenina, mesquinha e discriminatória que alguns querem ver perpetuada em Braga.
Nós queremos cuidar de cada freguesia e de cada pessoa que nela vive, porque este é o nosso compromisso para“Amar e Servir Braga”.