SOBRE AS PROPOSTAS: PRESIDENTE DA CÂMARA TENTA CENSURAR VEREADORES

O Município de Braga emitiu um comunicado que, na nossa opinião, não corresponde à realidade dos factos. 

Estamos aqui para repor a verdade com serenidade, responsabilidade e respeito institucional.

Os Vereadores do Movimento Amar e Servir Braga apresentaram uma proposta de alteração ao Regimento logo na segunda reunião de Câmara.

O próprio Presidente solicitou que fosse trabalhada uma proposta conjunta entre os Vereadores. Assim fizemos.

Inspiramo-nos em boas práticas de outros municípios, propondo, entre outras medidas, a transmissão das reuniões e o reforço da transparência e da eficácia do funcionamento do órgão.

Essa proposta foi subscrita por seis vereadores e enviada para agendamento. Até hoje, não foi levada a votação.

Durante o mês de dezembro, apresentamos seis propostas, dentro do prazo e sobre matérias da competência do executivo.

Foram propostas como:

  • A criação de um Plano de Acessibilidade Pedonal e Ciclável;
  • A reabilitação do Teatro Romano;
  • A repavimentação de ruas degradadas;
  • Apoios à natalidade e à adoção;
  • A reabertura da Rua Pêro Vaz de Caminha;
  • Um sistema de bicicletas partilhadas;

Propostas concretas para problemas reais dos bracarenses.

Perante a não inclusão destas propostas na ordem do dia, recorremos aos meios judiciais.

Não se tratou de uma providência cautelar, mas de uma intimação para comportamento.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga não decidiu o mérito da questão.

Limitou-se a considerar que não existia urgência processual.

Em momento algum conclui que as propostas são ilegais.

O processo encontra-se em recurso no Tribunal Central Administrativo Norte.

Foi dito que as propostas são juridicamente frágeis ou ilegais.

Mas basta ler as propostas para perceber o contrário.

  • Muitas são propostas de estudo e avaliação técnica.
  • Outras apresentam soluções concretas.
  • Nenhuma substitui o executivo nas suas competências.

Todas são legítimas e devem ser discutidas.

Em fevereiro, apresentamos uma proposta sobre a valorização do Bom Jesus do Monte como Património Mundial da UNESCO.

Essa proposta foi levada à reunião e aprovada por unanimidade.

Em março e abril, continuamos a apresentar propostas, nomeadamente:

  • Para a valorização das Sete Fontes;
  • Para novos Comandos da PSP e da GNR;
  • Para reforço dos meios de combate a incêndios, garantindo o regresso de um meio aéreo ligeiro ao Aeródromo;
  • Para aquisição de terreno no Parque das Sete Fontes;
  • Para melhor gestão das receitas das contraordenações emitidas pelos TUB;
  • Para valorização do Presépio de Priscos, tornando-o Património Municipal e garantindo transporte público para o mesmo.

Todas dentro das competências do Município e do funcionamento normal do órgão.

O que está a acontecer é simples e objetivo: 

Estas propostas não estão a ser levadas à discussão nem a votação. E isso impede o funcionamento normal de um órgão democrático.

Os vereadores têm o direito de apresentar propostas.

O Presidente da Câmara tem o dever de agendar e o direito de votar,  tal como qualquer outro membro do executivo.

Não compete ao Presidente decidir, de forma unilateral, quais as propostas que merecem ou não ser discutidas.

Aliás, a título de exemplo, a nossa proposta das Repavimentação de Ruas contempla ruas que desde a nossa proposta até hoje, já todas elas iniciaram processos para serem intervencionadas. O que isto demonstra é que as propostas eram pertinentes e necessárias.

Não estava em causa a sua legalidade, mas sim a sua iniciativa ser dos Vereadores do Amar e Servir Braga.

O problema não é jurídico. O problema é político.

A democracia exige debate. Braga merece mais debate e menos bloqueio.

Mas o bloqueio vai além das propostas.

Os Vereadores do Movimento Amar e Servir Braga têm apresentado pedidos de informação e requerimentos com base nas preocupações da população.

Até hoje, o Presidente respondeu a apenas 16% dessas questões.

Por escrito, respondeu a 21 de 126 perguntas.

As respostas são incompletas e, em muitos casos, nem incluem a informação produzida pelos serviços.

Trata-se de mais um bloqueio ao exercício do mandato dos Vereadores.

Continuaremos a ser a voz dos bracarenses. Aguardamos que o Presidente levante este bloqueio, permita o normal funcionamento do órgão e agende as propostas para decisão do executivo.

Consulte as propostas submetidas aqui:

  1. Proposta Conjunta de Alterações ao Regimento Proposta da Câmara Municipal de Braga
  2. Proposta de criação de um Plano de Acessibilidade Pedonal e Ciclável de Braga
  3. Proposta de Reabilitação do Teatro Romano de Braga
  4. Proposta de Repavimentação Urgente de Ruas e Avenidas
  5. Proposta de Apoios à Natalidade e à Adopção
  6. Proposta de Reabertura da Rua Pêro Vaz de Caminha
  7. Proposta de Instalação de um Sistema Público de Bicicletas Partilhadas
  8. Sinalização rodoviária, encaminhamento pedonal e valorização simbólica do Bom Jesus do Monte enquanto Património Mundial da UNESCO [ÚNICA QUE FOI A REUNIÃO DE CMB – APROVADA]
  9. Elaboração de Projeto para Novo Comando e Esquadra da PSP de Braga
  10. Sinalização rodoviária, encaminhamento pedonal e valorização simbólica das Sete Fontes enquanto Monumento Nacional
  11. Elaboração de Projeto para Novo Comando Territorial da GNR de Braga
  12. Alocação permanente de meio aéreo ligeiro de combate a incêndios ao Aeródromo Municipal de Braga
  13. Exercer o direito de preferência sobre o terreno do Monte Pedroso, adquirindo o mesmo para ampliação do Parque Verde das Sete Fontes
  14. Tratamento a dar ao produto das coimas aplicadas por contraordenação rodoviária em matéria de estacionamento proibido, indevido ou abusivo, em resultado da atividade de fiscalização realizada pelos TUB – Transportes Urbanos de Braga, E.M.
  15. Presépio ao Vivo de Priscos – Classificação como Património Interesse Municipal e Interfaces
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